terça-feira, 6 de novembro de 2012

PARTICIPANTES DO CLUBE DA LEITURA SOCIALIZAM SUAS PRÁTICAS, AVALIAM O PROJETO E SE CONFRATERNIZAM


Uma aconchegante sala, localizada em um charmoso prédio histórico, sede da Fundação Badesc, onde arte e cultura estão no ar e transpiram por todos os poros, foi palco de um encontro de encantadores de jovens leitores.

O encerramento das atividades deste ano do Clube da Leitura aconteceu em uma agradável tarde da primavera de 2012 e foi marcado pela magia dos mediadores de leitura, participantes do projeto.

Naquele dia, 05 de novembro, eles realizaram maravilhosas trocas não concretas, mas arrasadoramente sentidas: de ideias, de alegria, de prazer pelo ofício, de orgulho, de paixão pela vida e pela literatura, de práticas exitosas, de emoções.....





Tudo isso, a partir dos relatos das práticas pedagógicas de cada um deles, realizadas a partir de uma ou mais obras de autores catarinenses que escrevem Literatura Infantil e Juvenil.






Em meio às apresentações, uma surpresa: Alcides Buss prestigia o grupo com uma visita, como uma clara demonstração de que o poeta valoriza o trabalho das participantes e apoia o projeto.



 
Agradecemos a colaboração da Fundação Badesc, por intermédio da professora Lena, que nos recebeu com simpatia e alguns livros (sorteados entre os presentes ao final).



As trocas continuaram no final da tarde, ao pé da mesa, com um delicioso coffe breack regado a lembrancinhas e carinho. Tudo preparado pelas professoras Mônica Wendhausen, Christine Torrano e Andréa Macedo, com o apoio de Marilene e Aldarlei.










                                             FELICIDADES A TODOS
       UM NATAL CHEIO DE LUZ E UM ANO NOVO REPLETO DE REALIZAÇÕES

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SABEDORIA, SENSIBILIDADE E POESIA A FLOR DA PELE: ALCIDES BUSS para estudantes da EJA


Um encontro para encantar e emocionar na Escola Básica Henrique Veras, no dia 31 de outubro de 2012.
 
Estudantes e articuladores do Núcleo Leste – Lagoa da Conceição, da EJA Florianópolis, tiveram o privilégio de participarem de uma “conversa” inesquecível com o poeta catarinense Alcides Buss.

Logo que chegou, ele percebeu que a “plateia” estava, digamos, um pouco tímida diante da celebridade que se apresentava à sua frente.

Com a sensibilidade de um verdadeiro poeta, Alcides regeu aquele encontro com maestria: falou do processo de escrita e de editoração de um livro; comentou sobre a distinção entre um poeta e um escritor; explicou o que é uma metáfora; declamou poemas, como Motivo, de Cecília Meireles, e Paisagem do Capibaribe, de João Cabral de Melo Neto; encantou a todos e deixou uma bela mensagem: toda pessoa deveria decorar dois poemas, um deles do seu poeta preferido, outro de sua própria autoria. Assim ela nunca se sentirá sozinha, pois um poema é sempre um bom companheiro.

Aos poucos, os estudantes foram se soltando, lendo poemas do livro Saber Não Saber e comentando sobre os sentimentos que lhes afloraram ao lê-los.

O jovem Diego era o mais resistente. Não quis demonstrar seu avanço na leitura _ segundo a professora, ele deslanchou após a leitura do livro de Alcides. Mas, Alcides, com toda a sua sabedoria, deixou o rapaz mais à vontade, ao perguntar a ele: "_ Para qual time tu torces?"
Mais tarde, Diego dirigiu-se ao poeta e disse: "_Gostei muito do seu livro".


Aí o convidado envolveu a turma em um exercício instigante: memorizarem um  poema de autoria dele:

Ao amor

Não quero fazer um poema
de pessimismo,
Quero fazer um poema
de amor.

Mas o que vou dizer
do amor
se do amor já disseram tudo?

O que eu vou dizer?

Ué! vou dizer
simplesmente
que o amor é tudo.


Para fechar com chave de ouro aquela noite de muita LUZ e SENSIBILIDADE, nada melhor que um poeta explicar o que é ser um poeta. E foi assim que Alcides nos deu mais um presente.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

UM ENCONTRO PARA FICAR REGISTRADO



 REGISTROS DA VISITA DO POETA ALCIDES BUSS AO NÚCLEO NORTE II - INGLESES, DA EJA FLORIANÓPOLIS, NO DIA 30 DE OUTUBRO DE 2012.

MAIS UM ENCONTRO DE IMPORTÂNCIA VALIOSA PARA A HISTÓRIA DE LEITURA DE TODAS AS PESSOAS QUE TIVERAM O PRIVILÉGIO DE PARTICIPAR DELE.

NOSSOS AGRADECIMENTOS AO POETA.


 http://www.alcidesbuss.com

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

I SEMINÁRIO DE MÍDIA E LEITURA: MEDIAÇÕES NA ESCOLA



Profissionais da educação de diferentes áreas se reuniram nos dias 25 e 26 de outubro de 2012, para socializarem práticas pedagógicas inovadoras, significativas e promotoras da qualidade de ensino, voltadas para a Literatura Infantil e Juvenil em diferentes mídias.

O Evento foi promovido pela Diretoria de Educação Continuada da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis e permitiu uma importante e motivadora troca entre participantes.


Foram relatos de vivências pedagógicas realizadas nas bibliotecas, nas salas informatizadas, nas salas de aula e/ou em espaços externos, voltadas para o incentivo à leitura e à valorização do desenvolvimento humano.
Envolvendo o coletivo das 10 escolas, os relatos transpareceram a criatividade e o comprometimento com a formação dos estudantes.
Os conteúdos trabalhados foram além daqueles registrados no currículo, como gêneros textuais, construção da narrativa, História, Ciências. As crianças e jovens dessas unidades tiveram a oportunidade de exercitarem, por exemplo, o espírito de coletividade e o encantamento pela Literatura.

Mais informações sobre os relatos em:




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Que gostoso o encontro na Mâncio Costa. Uma das últimas escolas rurais de Florianópolis nos deu uma lição de força e trabalho em equipe, doçura e muito entusiasmo. Na manhã do dia 04 de outubro, especial por seu significado, Dia de São Francisco de Assis (dizem, um dos primeiros ecologistas da História), fomos todos presenteados com a presença do Escritor Maurício Graipel, para falar do Saru, um pequeno gambá, marsupial importante na dispersão de sementes das nossas matas tropicais. 

 A recepção foi realizada pela bibliotecária Sueli que tratou de nos deixar muito à vontade, demonstrando toda a sua satisfação pela nossa presença em sua humilde, mas grandiosa biblioteca, que se encontrava preparada para nos receber.

A turma que Maurício iria interagir foram os alunos do 5º ano , em que o projeto foi realizado pela professora Eliane, da obra " Saru, o guerreiro da Floresta". A turma entrou em silêncio.  Todos muito curiosos e atentos para saber das impressões do autor quanto ao trabalho realizado e exposto naquele lugar.
Turma 51 elaborando perguntas 
 Maurício como sempre, envolveu a todos numa gostosa conversa, regada a muito conhecimento sobre a fauna e a flora florianopolitana e catarinense. Surgiram perguntas de todas as ordens envolvendo principalmente o personagem principal da obra "Saru, o guerreiro da Floresta". Para tanto, as perguntas e questões transcenderam e foram ampliadas. Logo, navegaram  e aportaram na vida de Maurício.

Uma delas foi sobre como ele se descobriu escritor e se esta  profissão lhe rendia algum dinheiro. 

Maurício sorriu e comentou (parafraseando) " Não é muito! A recompensa é ver as pessoas lendo e adotando o livro". O Bom é vir para a escola me encontrar com vocês. Nunca imaginei que isso poderia acontecer".
Cartaz sobre Marsupiais t.51
Hábitos do Gambá t.51
Tirando fotos com Maurício Graipel

 Maurício explicou também, que além de ser escritor, é um pesquisador  e o seu objetivo com o livro é promover a preservação da fauna e da flora catarinense. Sobre o tema do livro, Maurício coloca que nas suas andanças pelas áreas de preservação na ilha e em outros lugares que passou, percebeu a presença em grande número dos Gambás e desde ai, se apaixonou e estudou muito sobre o habitat e vida desses animaizinhos.
Mais fotos com Maurício

Turma 51 e Profª Eliane concentrados na palestra

O livro é uma maneira de mostrar a todos a importância desse bichinho para a preservação de nossas matas e ainda " se todos o conhecerem, também vão preservar e cuidar desse animalzinho que com o tempo fica muito bonitinho, aos olhos do conhecedor". 

Durante o encontro, além da presença carinhosa e atenta de Sulei e da Profª Eliane, tivemos o auxílio de dois alunos com a operação das mídias utilizadas. Igor ficou operando o notebook, auxiliando o escritor na sua apresentação e Andrieli, captou as fotos do encontro, trazendo o olhar da leitora para as imagens do encontro.
Turma 51 e seus tutores de aprendizagem
 Enfim, sendo o último encontro de escritores com os seus jovens leitores na escolas municipais do ano de 2012, ficamos com aquela sensação de trabalho cumprido e saudosos, por ter findado mais essa etapa.

Dessa forma, agradecemos o acolhimento de todos os profissionais envolvidos nesse projeto, em especial a articuladora Bibliotecária Sueli; a professora Eliane, que instigou as crianças a buscarem o conhecimento e a motivação de ampliar os seus percursos de aprendizagem por meio de uma obra literária; e ao diretor Gilberto, que acompanhou o encontro e deu todas as condições, físicas e estruturais para que o Projeto Clube da leitura fosse possível na escola.

Sueli e Gilberto curtindo o Encontro
 Queremos agradecer o interlocutor mais apaixonado, o aluno Matheus, que levou a turma, com sua sede de saber perguntar e questionar o autor ( o jornalista do encontro); a Andrieli, que captou as imagens para que este blog pudesse ser construído e Igor, o tele-ajudante do Escritor Maurício.

E também, ao amigo e escritor Maurício, parceiro e grande incentivador da leitura; instigador do conhecimento, deixando sempre a mensagem do respeito a natureza, nossa mãe e cúmplice da vida.

Pequenos leitores e o Escritor Maurício Graipel

ENSINAMENTOS PARA A VIDA

video

As sábias palavras do escritor Flávio José Cardozo, proferidas a um grupo de estudantes de 8ª série da Escola Básica Municipal Anísio Teixeira, no dia 1º de outubro de 2012, ressoaram como verdadeiros ensinamentos para a vida de todas as pessoas presentes àquele encontro.
O convidado foi recebido na Biblioteca, inicialmente, pela bibliotecária Hilda. Ela lhe apresentou o ambiente, especialmente, o cantinho da leitura.
Logo a professora Aline também veio ao encontro do escritor e colocou-o a par do que havia sido preparado para aquele momento.
Nesse clima de aproximação com o autor de Uns papéis que voam, os estudantes da turma 82 foram entrando e se acomodando nas cadeiras que rodeavam Flávio.



Aline iniciou a conversa agradecendo a visita do escritor e entregando a ele um livro de crônicas, fruto do exercício de escrita regido pela comprometida professora, a partir das crônicas lidas no livro de Flávio.
Ele agradeceu a oportunidade e o convite. Elogiou o trabalho e saudou a professora, dizendo: “_ professor é uma figura que vocês nunca vão se esquecer. É uma figura central da nossa vida que vocês sempre vão lembrar e saber o quanto foi importante na vida de vocês”.
Os jovens leitores estavam cheios de questionamentos e ansiosos para fazê-los. Então a professora deu a palavra a eles.
Tanto as perguntas como a forma com que elas foram expressas evidenciaram que aqueles jovens leitores conheciam a seleção de crônicas, publicadas no Diário Catarinense por Flávio e reunidas em Uns papéis que voam




Além de pertinentes, elas foram muitas:
1-      Qual motivo o levou a escrever este livro?
2-      É muito difícil escrever um livro?
3-      Quanto tempo o senhor demorou para escrever este livro?
4-      Com que idade o senhor viu que queria ser escritor?
5-      Com quantos anos o senhor começou a escrever seus livros?
6-      Lendo a crônica “ficha de emprego”, gostaríamos de saber como o senhor se tornou cronista?
7-      O senhor pretende escrever outro livro como este só com mais crônicas?
8-      No que o senhor se inspira para escrever seus livros?
9-      O senhor já tirou inspiração de outros livros para escrever os seus?
10-   Qual foi seu livro mais vendido?
11-   Já aconteceu com o senhor de estar escrevendo um livro e ter de parar por algum imprevisto pessoal?
12-   Qual livro que ficou marcado na sua história?
13-   Qual é seu escritor preferido?
14-   Qual foi seu primeiro emprego?
15-   O senhor já deu uma entrevista parecida com a crônica do “ficha de emprego”?
16-   O senhor já fez as pazes com sua mulher no trânsito ou algo parecido como na crônica “Para-choque”?
17-   Quem é a segunda menina da crônica “Duas meninas”?
18-   Aconteceu a mesma história do “Ao aeroporto” com o senhor?
19-   A crônica “Quero um bico” fala do cara vendendo rosquinhas. O senhor já teve de vender rosquinhas ou fazer outro bico assim?
20-   Na crônica “Uma palavra” o jornalista pergunta ao entrevistado qual era a palavra que ele considerava mais bonita. E para o senhor, qual é a palavra mais bonita?

O escritor transparecia toda a sua felicidade por poder dialogar sobre seus escritos com aquele grupo seleto de estudantes.
Explicou que, o conceito de difícil é relativo, que, para quem lê, parece tudo mais difícil. Todo livro tem sua dificuldade. Esse foi bastante fácil, pois o trabalho maior foi o de reunir e selecionar textos escritos ao longo de anos e publicados em jornal. “_ Crônica é um gênero de jornal, em que o autor explora as coisas do dia a dia, aproveitando fatos do cotidiano, um fato inusitado, qualquer assunto, tudo é assunto, até a falta de assunto. A preocupação é o fato de envolver o leitor, sensibilizá-lo. Eu tenho mais uma dúzia de livros de crônicas. Sopé é o último que fiz. Na verdade, é um álbum de memórias”.
Disse que o livro é como uma árvore que a gente vai plantando.  “_ Escrever pressupõe um trabalho muito antes, de pensar. O processo de criação é muito de pensar. A inspiração é 10% e 90% é respiração. Tem que suar. Tem que buscar a inspiração. O cronista tem que ser divertido, tornar o que é banal em arte, usar de bom humor, colocar um pouco de poesia. O cronista tem que escrever para todos, do leitor mais simples ao mais erudito, catedrático”.
Ressaltou que o ensino da linguagem é fundamental para qualquer profissão que os estudantes venham a exercer.
Para Flávio, a maior obra prima é Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Mas outros autores marcaram a história dele, Machado de Assis, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Sheakspeare, Fernando Pessoa (genial).
Perguntado se viveu a história da crônica Ao Aeroporto, ele disse: “_ Tudo que o autor escreve é autobiográfico. Não que tenha sido vivência pessoal. Tudo que a gente escreve, a gente viveu, seja da nossa vida ou da observação. Tenho que ser cada personagem que vive na história. Tenho que pensar como eles.”





Foram tantos ensinamentos que não cabem aqui, mas certamente cabem no coração e na memória de leitura de cada um daqueles jovens que tiveram a oportunidade de interagir com esse consagrado escritor catarinense.
Nossos sinceros agradecimentos ao escritor Flávio José Cardozo por nos ter oferecido uma manhã inesquecível como aquela, pelas sábias palavras de conscientização da importância da leitura, especialmente, a literária, nas nossas vidas.
Ao final, a professora Aline e a bibliotecária Hilda ofereceram um café ao convidado, e foi mais um daqueles momentos encantadores de aproximação entre o autor e seu público leitor.
PARABÉNS a essas profissionais responsáveis, competentes e comprometidas com a educação de qualidade. PARABÉNS à professora Aline pelo brilhante trabalho de motivação para a leitura e de produção escrita desenvolvido com seus alunos da turma 82.


Gostaríamos de agradecer sua presença e sua atenção com a nossa turma!